Vou dedicar este post a Ville de Québec.
A primeira impressão que tivemos da cidade foi muito boa, o Aeroporto ! E Luciana estava de olho...
O Jean Lesage International, apesar de ser chamado assim é um aeroporto PEQUENO, mas dá de 10 a 0 em muitos aeroportos (inclusive o de Brasilia) sob alguns aspectos - nem preciso citar muitos : idade, limpeza, organização, esteiras, etc... desconsiderando o fluxo de pessoas e quantidade de aeronaves.
Chegamos na hora do almoço e fomos pegar um "rango" no Tim Hortons (sopa, sanduiche e um suco). Foi ai que começou a coisa - Falar francês !
Que surra ! é muito diferente ! mas conseguimos almoçar (risos).
Estávamos aguardando o ônibus (linha 78 - passa somente 2 vezes de manhã e mais 2 a tarde) quando encontramos uma brasileira deixando os parentes no aeroporto.
Eu não me lembro o nome dela (ela também nao deu muita abertura) mas se ofereceu a nos levar para o hotel - super tranquilo. Aproveitamos para conversar um pouco e ela nos deu um feedback e a visão dela sob a imigração para o Québec, o que nos ajuda e avaliar um pouco melhor - não vou explorar o assunto por ela comentado porque cada um avalia de um modo diferente - mas ela citou altos e baixos de tudo que fez.
Como a viagem é cansativa, descansamos um pouco o fomos procurar um mercadinho... achamos muitas "dépanneurs" e depois vimos que isto é bem comum por lá !
"Batemos perna" até não aguentar durante os 7 dias que ficamos na cidade. A sugestão para quem vai ficar este tempo e pegar o passe de ônibus para uma semana ($ 26,00 por pessoa), dessa maneira, você anda de "busão" quantas vezes quiser por dia.
Sobre o transporte público:
Posso dizer que é muito bom ! Mesmo considerando linhas distantes como a que pegamos para chegar todo dia ao hotel - linha 80 da praça Jacques Cartier ate o terminal Les Saules (frequência de 15min e 30min durante a semana e 1h no fim de semana - pontualmente). Veículos novos, limpos, motoristas EDUCADÍSSIMOS (sempre te cumprimentam na entrada, saida e agradecem o pagamento da passagem). As paradas, a maioria de vidro com uma abertura grande - Lembra as de Calgary - deve complicar no inverno. Mais para o centro da cidade o fluxo de ônibus é grande e integra muito bem outras partes da cidade com suas estações.
Fomos servidos também pelo Écolobus - pequeno e totalmente elétrico - o que é um aspecto positivo pois existe uma tendência a longo prazo da eliminação dos motores diesel ou diesel-elétricos que outras cidades usam também - Toronto é uma delas.
Sobre a cidade:
Bonita e limpa de uma maneira geral. Organizada e sinalizada. A única coisa que incomodou (vindo da tradição francesa - o tio da minha esposa era francês) é a quantidade de fumantes ! Isto faz em algumas partes o aparecimento de "bitucas" em áreas de grande concentração de pessoas (Complexe Place Jacques Cartier por exemplo) mal educadas neste aspecto, e o aparecimento de alguns desrespeitosos fumantes fazendo isto dentro das paradas de ônibus - apesar de ter o aviso de não fumar - especialmente as gerações mais novas. Detalhe: uma senhora de uns 65 anos deu uma "ensaboada" (apesar de nos termos entendido pouca coisa) em um garoto por ele estar fumando dentro da parada quando ela chegou e ele imediatamente saiu do local. Acho que as gerações mais novas e "liberais" são realmente difíceis em qualquer lugar.
O que pode impactar para alguns e o aspecto velho (no sentido antigo) do lugar pois os traços da modernidade estão escondidos nas construçoes por dentro. Normalmente está tudo bem conservado mesmo.
Como cidade turística, recomendo a todos pois ela é bem interessante mesmo, com bastante história e curiosidades !
Se quiserem ficar mais perto (pela quantidade de igrejas) de Deus, esse é o lugar mesmo!
Sobre o Clima:
Chegamos no mês de setembro, bem no dia da eleições, onde M. Charest perdeu. Para alguns Pauline Marois e meio "a Romney do Québec" então e bom ficar de olho...
Voltando ao assunto clima, a temperatura estava amena para quente 26 graus. Houve somente 2 dias em que ela caiu bastante, algo em torno de 10 graus o que nos obrigou a usar algum casaco.
As pessoas e o idioma:
De uma maneira geral fomos bem recebidos e atendidos. Alguns criticam que isto somente acontece porque somos turistas. O detalhe: como ele sabe que eu sou turista e não imigrante se eu não falei para ele ????
Legal, assim sendo, não me senti em nenhum momento "acuado" apesar da dificuldade da língua. Em alguns momentos as pessoas perceberam que dar informaçoes em francês era difícil, então emendavam com inglês (e alguns com inglês mediano) para concluir.
Em outros casos no dia a dia quando estava tranquilo para os quebecoises, a gente explicava que não falava bem o francês e que queríamos treinar... e eles falavam somente em francês mais devagar um pouquinho :-) o que foi super positivo.
Quando o ouvido ja estava mais "afinado" já era hora de ir...
Montreal no próximo post.
Um abraço a todos
Marcelo e Luciana.
